Parece que a Terra precisava de uma pausa.
Na verdade, ela implorava por uma pequena pausa.
Poluição demais, muitas futilidades, estávamos acabando nosso planeta.
E aí apareceu a necessidade da quarentena. Então, não foi a Terra que parou, fomos nós que paramos.
E paramos de correr, paramos de poluir, paramos de destruir, paramos com os abraços e percebemos o quanto eles fazem falta, o quanto são importantes.
De uma hora pra outra, vimos que o que sempre foi urgente e importante, nem era urgente, nem importante. E o que sempre deixamos pra daqui a pouco, tornou-se nossa urgência e prioridade.
Priorizamos nossos filhos, nossa família.
Priorizamos proteger a quem amamos.
Todo o resto, agora, pode esperar.
E enquanto nós paramos, a Terra vai se recuperando, se sarando, se regenerando.
Rios voltam a ficar transparentes, peixinhos onde antes só tinha lixo, a camada de ozônio se fortalecendo...
Que aproveitemos essa pausa, nossa e da Terra, para refletirmos: voltaremos da mesma forma que paramos?
Como estarei EU, quando a normalidade voltar? Eu, serei a mesma? Estarei diferente? De que forma meus olhos enxergarão o mundo? E as outras pessoas?
E você? Como você estará?





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